A morte de Amy e a nossa carência por ídolos

Queremos alguém pra gostar. Alguém talentoso, de quem nos orgulhamos por suas habilidades. Não necessariamente um gênio, porque talvez essa noção — a de um sujeito naturalmente dotado de alguma habilidade sobrenatural — esteja ultrapassada. Hoje em dia valorizamos mais quem atinge o máximo dentro das suas limitações. Um sujeito que, nas suas possibilidades, consegue coisas extraordinárias.

Nós queremos um ídolo.

Estamos carentes de ídolos. Alguém em quem se espelhar e que nos diga: “olha, você também pode”.

A morte de Amy Winehouse traz consigo uma perda nesse sentido. Ela era uma “gênia” dos dias de hoje.

A despeito de uma certa hipocrisia em relação a seus abusos — como apontado nesse texto aqui — e da inviabilidadedo seu estilo de vida, a gente esperava que ela fosse quem ela era. Que fosse ao máximo dentro daquilo que a limitava: não a sua voz, mas a tendência para se lançar em excessos que ultimamente já impossibilitavam seus shows. Um destino (trágico, por supuesto) que ela levou até o fim.

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