O Rio que me chama

Todas as vezes que vim ao Rio de Janeiro* foi com um misto de fascínio e um pouco de medo. Vindo de Porto Alegre, é como se estivesse saído do interior pra uma cidade grande, muito grande. Medo, pela propagandeada violência. Fascínio, porque o Rio é três coisas tão grandes para estarem juntas no mesmo lugar: é a babilônia de carros, casas, prédios, pessoas espremidas tentando se entender; é a imensidão do mar; e é a imponência geográfica dos morros e pedras gigantescas. (Ok, pode ser que tenham mais coisas, mas isso pra mim já basta pra se surpreender).

Vista parcial da janela do apê em que fiquei, em Copacabana

A combinação desses fatores é, no meu ver, o que faz as pessoas virem massiva e insistentemente pra cá (incluso eu). Se não for pelas incontáveis possibilidades de encontros na selva de pedra, ainda há o mar pra você ficar olhando enquanto toma qualquer coisa gelada. Na realidade, a praia também é babilônica. Alguns dizem que é São Paulo com mar… Mas eu prefiro com mar. :)

O Rio de Janeiro, essa cidade que já foi a capital do país, parece também condensar em si uma realidade que é extremamente brasileira, pelo bem ou pelo mal. As desigualdades sociais gritam. A gente e os ritmos musicais se misturam. A cordialidade e a violência convivem.

Eu sei que escrevo desde um ponto de vista turístico, de quem não mora aqui. Mas essas são as coisas que me chamam a atenção e me fazem vir pra cá.

Vista total.

* Era onde estava quando eu escrevi esse texto.

Deixe uma resposta +

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s