São só… Detalhes

Eu nunca entendia (leia-se: não aceitava) quando o diretor da antiga empresa onde trabalhava, em vias de colocarmos algum site no ar, se fixava em detalhes que pra mim não tinham a mínima importância.

Numa dessas ocasiões de aprovação final, fiquei surpreendido (leia-se: contrariado) quando os únicos comentários que ele fez foram em relação ao favicon (que ainda não existia) e alguns erros de português espalhados pelo site.

Na minha cabeça, ter um site bem construído — com um bom apelo visual, funcional, de navegação fluida e com um código bem escrito por trás — era tudo que podia importar nessa vida. (O que não está tão longe assim de ser verdade).

Quando os detalhes importam

Imagine que você vai a um restaurante e pede um delicioso prato feito com esmero pelo Chef. No prato que você pediu vem arroz, purê de batata e um entrecot coberto por uma fatia de queijo provolone. [Rios de saliva…] Foi exatamente esse o meu almoço de hoje, e posso lhes assegurar: tava bom pra caramba!

Mas, querem saber?… Faltava alguma coisa naquele prato. Visualmente, ele não inspirava, era tudo muito “branco”, faltava cor! Faltava um detalhe, aquela folhinha verde no meio do prato, aquela pimentinha vermelha…

“E o que isso tem a ver com a história dos detalhes de um site?”, pergunta o leitor, mal se contendo de angústia na sua cadeira.

Deixa eu mostrar pra vocês de forma prática, como fiz com os pratos. Quando você adiciona um site a sua lista de favoritos, pesquisa no histórico ou na barra de endereços, aparece uma pequena imagem associada ao endereço (o tal favicon)… ou não, se o dono desse site não tiver escolhido nenhuma. O nosso olho escaneia essas pequenas imagenzinhas e vai direto ao que interessa. Compare você mesmo:

Barra de Endereço do Navegador: com os favicons (dir.) ou sem eles (esq).

Pra concluir…

…e a afinar um pouco mais o quero dizer:

  • Os detalhes, por si só, não são a “salvação da lavoura”. Se o todo está mal realizado, não são as pequenas partes que vão salvá-lo.
  • Os detalhes nem sempre devem ser a prioridade zero. Cabe a nós eleger os detalhes que vão fazer a diferença.
  • Um bom detalhe é como a assinatura de um quadro: se ele nos agrada, vamos procurar por ela.

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