Freelas que valem a pena

Os freelances (vulgo freelas ou frilas) são aquelas trabalhos que a gente pega quando quer ganhar uns benvindos trocos a mais, não é?

Às vezes, porém, a maior recompensa que temos é um aprendizado novo. E em um dado momento — falo por mim e, acho, por alguns colegas de profissão — os frilas não valem mais a pena se não tiverem em si os dois componentes, retorno financeiro e algum crescimento profissional. Caso contrário, paramos de procurá-los, e vice-versa.

Foto: Ross Pollack

Recentemente fiz um frila que me ensinou várias coisas.

Não é a primeira vez que pego um cliente descontente com o prestador de serviço anteior. O que é ao mesmo tempo uma oportunidade a curto prazo — uma chance pra eu mostrar trabalho — também pode ser uma ameaça a longo prazo — diminuir a consideração pelos designers ou profissionais de comunicação como um todo.

O problema foi a falta de alinhamento entre o que o cliente queria/precisava e o que o prestador estava oferecendo. Não houve negociação e quem estava impondo sua vontade não era o cliente.

Dessa situação, a lição que tirei foi: num primeiro momento, é preciso ouvir mais do que falar. Pois no afã de prestar um serviço renovador, não dá pra esquecer que fomos recrutados pra resolver um problema específico (criar um site, um cartão de visita, um folder…). É um bom momento pra ver se a relação vai ser boa, gerar confiança mútua. Reinventar a roda fica pra depois, ok?

Foto: Rick&Brenda Beerhorst

Outra coisa que pra mim ficou clara, é a necessidade de sempre ter parceiros confiáveis pra realizar o trabalho (fornecedores, tais como gráficas, por exemplo). Sem eles, a Lei de Murphy tende a ser implacável, e lá se foi o seu tempo e a sua paciência.

Terceira constatação: nada substitui uma boa conversa ao vivo e a cores — ou algo parecido, se for trabalho à distância — entre você e seu cliente, em pelo menos três momentos: no início, um pouco depois do meio e no fim de um trabalho. São algumas horinhas bem investidas do seu tempo, vá por mim.

Quarta e última: por você ser um só, e não uma empresa, envolva o seu cliente e transforme-o  num parceiro de trabalho. Peça ajuda na revisão textos, preços, números de telefone etc., uma vez que vocês têm o mesmo objetivo, ver o trabalho ficar o pronto o quanto antes e da melhor forma possível.

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