Separação do Lixo com Design Thinking

Há um tempinho atrás, num espaço que eu e meus colegas do Grupo RBS temos pra discutir coisas relativas à área de UX Design, lançamos um desafio pra nós mesmos.

Viamos que a separação do lixo na cozinha/área de convivência da empresa era uma questão polêmica, que não era resolvida de forma satisfatória e causava certos transtornos pra quem circulava por ali.

A partir das práticas que nos são usuais (a forma de pensarmos uma solução, ou o Design Thinking), fizemos uma proposta de melhoria na colocação das lixeiras, prestando um serviço de utilidade pública e, de alguma forma, qualificando o nosso processo de trabalho.

Mesmo não se tratando de uma solução com viés tecnológico, em linhas gerais o princípio foi o mesmo, passando por etapas como:

Definição do problema

  • Separação dos lixos na área da cozinha (onde o problema é mais crítico)
    • Sinalização confusa, pouco intuitiva (“onde boto lata de refrigerante? onde vai o o papel?”)
    • “Engarrafamentos” devido à concentração das lixeiras num lugar de alto fluxo de pessoas

Especificações

Fazer uma proposta a partir da estrutura de que já dispomos:

  • 5 latas de metal com cores do padrão internacional de separação (amarela = metal, vermelho = plástico, papel = azul, vidro = verde, resíduos não recicláveis = cinza)
  • 3 tipos de saco: marrom = lixo orgânico, verde = lixo seco, preto = ?
  • Impressora colorida para produzir algum material gráfico, se necessário

Pesquisa e Observações

Resumo de uma conversa com o responsável do Tecnopuc pelo destino dos lixos, depois que saem das empresas:

  • Só existem duas grandes divisões de lixo feitas pela PUCRS: lixo orgânico e lixo não orgânico
  • Vidro e materiais eletrônicos não são aceitos pela coleta da PUCRS e o seu destino é de responsabilidade de cada empresa. Embora as empresas coloquem “tudo no mesmo saco” e despachem esses lixos juntos com os outros, já existem iniciativas de empresas mais ou menos integradas para encaminhá-los
  • Erva-mate: não existe um destino específico para ela. Alguns haviam comentado que a erva-mate serviria de adubo, mas isso só acontece nos centros de tratamento de lixo, quando ela é preparada com outros materiais orgânicos. A erva-mate, por si só, se jogada na grama, pode matá-la.
  • Lixos cheios de café e erva-mate podem se tornar uns transtorno para os coletores da PUCRS, uma vez que um saco pode conter mais de 20Kg desses materiais e rasgar facilmente na hora de transportá-lo
  • Sacos de lixo predominantemente seco com alguma quantidade de lixo orgânico, são automaticamente classificados como lixo orgânico pelos coletores da PUCRS. A separação é feita “no tato”, uma vez que as empresas não seguem o padrão de cores de saco sugerido pela administração

Proposta e Implementação

Propusemos uma simplificação na separação de 5 para 2 tipos de lixo: orgânico e seco. Distribuimos as lixeiras em dois pares + lixeira extra, tirando-as do lugar de maior fluxo.

Lixeiras com nova sinalização e posicionamento + Fluxogramas
Planta baixa da cozinha com a nova proposta

Referência

Esse post aqui serviu como — ótima — referência para essa atividade.

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