Minhas dicas para fazer Pesquisa com Usuários

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Uma colega me pediu umas dicas para condução de um Focus Group, o que me levou a pensar a respeito do que aprendi e venho aprendendo a respeito de Pesquisa com Usuários, seja nessa dinâmica citada ou em entrevistas e pesquisa etnográfica. Não é uma lista exaustiva, nem tampouco definitiva.

Se esquente e quebre o gelo

Pelo fato de o ambiente de pesquisa ser um ambiente ao qual as pessoas não estão habituadas, você como pesquisador tem que estar à vontade pra ajudar a quebrar o gelo inicial. Faça perguntas pra se aquecer e aquecer a conversa. Claro: não é jogar conversa fora, é falar de algo mais abrangente dentro do tema.

Quebrando o Gelo
Foto by dlscape (flickr)

Do geral pro particular

Por falar em abrangente… falar nesse direção — do geral para o particular — me parece quase sempre um bom caminho. Primeiro perguntas mais abertas, para ir construindo o foco aos poucos, sem entregar tudo de uma vez.

Paisagem
Foto by josullivan.59 (flickr)

Perguntas indiretas, tangentes, fora da curva… Por que não?

Quando você vai fazer a pesquisa, tem alguma(s) questão(ões) em mente, né? Para não influenciar ou direcionar as respostas, sugiro inserir algumas perguntas que tangenciam essas questões, evocando-as sem tocá-las diretamente. Isso ajuda a não ficarmos tão “duros” e como pensamento de “preciso arrancar essas respostas dele(a) o quanto antes!”.

Foto by gumption (flickr)

Tagarelas: shut up! Com a voz, os tímidos

Essa serve para as dinâmicas em grupo: quase sempre vão ter os que falam mais e outros menos, por uma questão de temperamento ou por não se sentir à vontade naquele ambiente. É papel indispensável do mediador o de equilibrar isso. Principalmente pelo fato de que os introvertidos, no geral, são mais observadores e tem coisas interessantes pra dizer.

Foto by Chris Blakeley (flickr)

Leve sua gangue

Pra fazer qualquer tipo de pesquisa, vá acompanhado. Essa dica é meio óbvia, mas eu explico a principal vantagem: se você faz uma entrevista em dupla, por exemplo, um pode ficar encarregado de fazer as perguntas, de olhar no olho do entrevistado, enquanto o outro fica livre pra tomar notas e observar sem se envolver diretamente. Com mais pessoas envolvidas e ajudando, vocês podem discutir e consolidar os achados a partir do que viram, ouviram, anotaram…

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Cena do filme Cidade de Deus

Procure histórias, e não teses

Teses são pra especialistas (desenvolvedores, designers, gerentes de produto…), contar histórias é pra todo mundo. De teses já estamos bem abastecidos, lendo blogs, livros, conversando no dia-a-dia com os colegas de profissão. Uma boa história de como as pessoas se comportam “lá fora” é o que realmente interessa.

Foto by NCinDC (flickr)

Tire a parafernália técnica da frente

Não deixe que as questões técnicas (exemplo: “Como vamos gravar esse teste de usabilidade? O microfone está funcionando direito?”) atrapalhem na hora da pesquisa. Resolva os problemas o quanto antes, e se eles não tiverem solução, simplifique, corte algo que tinha planejado inicialmente, para não perder a chance de fazê-la.

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Fotos by crabchick (flickr)

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