Por que não precisamos de gênios

Primeiro de tudo, vamos dar o nome aos bois, é desse gênio aqui que eu falo:

O gênio não se deixa guiar pelas regras da tradição, pois cria a obra com base numa explosão, num surto irracional de sua emocionalidade profunda.

(fonte)

Sim, o gênio romântico. Não precisamos dele nesse momento nas agências de propaganda, na música, nas artes em geral, nas startups, nas empresas de tecnologia… Por quê?

Ruptura/Inovação vs. Descoberta por acaso

A concepção de que grandes idéias ocorrem por sorte ou acaso me parece uma grande falácia. É como se optássemos por ignorar que Newton, antes de ter levado aquela maçã na cabeça, não tivesse nenhum conhecimento sobre física.

Inovação ou ruptura de paradigmas vem na maioria das vezes acompanhadas de uma sedimentação de descobertas que, ligadas entre si e não por acaso, levam a algo maior.

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Emoção vs. Conexão

Fala-se que a emoção é um elemento diferencial de alguns serviços ou marcas no relacionamento com seus consumidores. Concordo. Mas para ficar mais realista, eu acho que devemos precisar melhor do que estamos falando.

Para oferecer emoção, primeiro nós temos que nos conectar consigo mesmos. Não é (só) uma questão de auto-ajuda: primeiro, precisamos ter uma vida afetiva rica e variada para poder oferecer boas doses de emoção; precisamos nos conectar com esse pequeno cosmos que é a nossa equipe de trabalho, nossa comunidade…

Conexão, no meu ver, está valendo mais que emoção como moeda de troca.

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Inspiração vs. Trabalho duro

Inspiração divina, ou aquele estado exemplar de bom humor e disposição, são coisas quem podem existir, mas não vamos contar muito com isso na hora do planejamento, ok? :-)

No fim das contas, o que vai nos diferenciar é um trabalho continuado e persistente, onde fazemos de tudo pra materializar aquela visão da nossa cabeça.

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Individualidade vs. Coletividade

Criar coletivamente e de forma colaborativa tem se mostrado um meio prático e eficaz de botar coisas na rua. Trabalhar nossas idéias em grupos saudáveis nos leva a aparar arestas e a validar mais cedo o que vai funcionar ou não.

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[Update 20/02/2013]: Nesse artigo, The Myth of the Genius Designer, Jakob Nielsen confirma essa idéia de que um gênio, por si só, não basta.

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