“Grouped”: fale com os próximos (elo-forte) para espalhar sua mensagem #livro

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O livro Grouped, escrito por Paul Adams, dá várias mortas sobre como atualmente as pessoas interagem socialmente na web (na vida contemporânea e daqui pra frente).

Resumão das idéias do livro

As redes sociais estão aí há muito tempo. A web está sendo construída em volta das pessoas. Ela está se atualizando para refletir uma estrutura que já é antiga.

As pessoas próximas tem uma influência desproporcional sobre nós. Isto é, confiamos muito na opinião dos mais próximos. É a ela que recorremos quando queremos tomar uma decisão.

80% da nossas ligações telefônicas sao para 4 pessoas. Vá lá ver esse padrão na lista de chamadas do seu smartphone, eu espero… Agora amplie isso pra todo o tipo de comunicação que temos no dia-a-dia (vai de 5 a 10 pessoas).

Nossas redes são formadas por pequenos grupos que estão ligados de maneira única através de nós. Participamos de uma média de 6 a 10 grupos com não mais de 10 pessoas. Podemos também classificar a nossa rede da seguinte forma: 5 pessoas do nosso círculo interno + 15 pessoas próximas, cuja morte seria muito sentida por nós (descrição do autor) + 50 pessoas com quem falamos semi-regularmente, e de quem sabemos mais ou menos sobre sua vida + 150 pessoas com quem temos uma relação estável (sabemos quem conhece quem) + 500 pessoas com quem nos relacionamos brevemente. Os mais próximos são o nosso elo-forte.

Mais importante do que grandes indivíduos influenciadores, é como as coisas fluem através das redes. O que há são indivíduos mais propensos a receber novidades (innovative hubs), e aqueles que seguem os primeiros (follower hubs). Mas sem a propagação dos seguidores, a coisa não se espalha. Aliás, muitas vezes as idéias virais começam a partir de uma pessoa normal (regular person, que não é necessariamente uma grande formadora de opinião).

Nós agimos a partir da observação dos outros (do social). Aquilo que não sabemos, tiramos da observação do comportamento alheio.

Não somos tão racionais como pensamos. Nossas atitudes, pra falar a verdade, são baseadas no “cérebro emocional, não-consciente”, que é muito mais capaz de armazenar informações do que o nosso lado racional, consciente.

Somos avessos a mudanças. Se algo mexe com as nossas crenças, torcemos o nariz. Porém, com jeito, deixamos entrar na nossa vida novos comportamentos (raramente novas atitudes, diferencia o autor).

Cada vez mais vamos recorrer aos amigos pra pedir informações. Isso pode ser visto num comportamento nosso que é usual, quando confrontamos a opinião de um médico ou especialista a de um amigo ou familiar sobre questões de saúde.

O que nos leva a…

O que nos leva ao fato de que, se quisermos alcançar um público grande com a nossa mensagem, não precisamos focar todos nossos esforços num figurão que vai se encarregar de convencer seus súditos.

Mais eficaz, pela forma como as redes estão construídas hoje, é que a gente convença os mais próximos, que estão muitos mais propensos a passar essa mensagem para suas respectivas redes, o que aumenta em muito o número de possibilidades e combinações (sobretudo as mais inusitadas).

Mais sobre o livro.

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