O que NÃO é design centrado no usuário?

Eu ando de ônibus. Bastante. É nele que eu:

  • Leio livros.
  • Cochilo.
  • Observo outras pessoas.
  • Fico olhando pela janela.
  • e…
  • Aprendo design.

A lição às vezes é positiva e outras é negativa. Geralmente, eu me surpreendo por uma abordagem não-centrada nos usuários por parte das companhias.

Esse cartazete, numa manhã chuvosa de Porto Alegre, me mostrou como as empresas (não só as de ônibus) podem deixar bem claro quando não estão levando em conta as pessoas que usam — nota: não só usam, mas vivenciam —  seus serviços.

Cartaz_Bus

De que jeito? Veja bem: nenhum cidadão dentro das suas faculdades mentais entra num ônibus pra se machucar ou sofrer acidentes, muito menos o principal responsável por isso.

De repente você vai me dizer: “ah, mas isso foi só a forma/linguagem que eles usaram pra dizer isso…”.  Acho que não. Por trás de frases como as do cartaz, está a mentalidade:

“Olha, nós não nos responsabilizamos se você cair ou coisa do gênero. Talvez nem mesmo se o motorista for imprudente. Afinal de contas, nós avisamos! Principalmente aos mais velhos ou muito pequenos…”

Uma abordagem que leva em conta os usuários jamais parte do princípio que eles são os culpados, até que provem sua inocência.

***

Em tempo: pra não dizer que eu só destruí sem construir, aqui você fica sabendo o que é design centrado no usuário.

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