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5 coisas que a paternidade me ensinou até aqui

Sim, a paternidade. Eu poderia dizer a minha filha, que está com um ano e meio. Mas não foi “só” ela… foi ela, a minha mulher, eu e toda essa situação que mexe muito com a gente. Aí vão 5 sentimentos/pensamentos que me ocorreram nesse período, não necessariamente por ordem de importância.

1. Ter rotina é bom!

Pelo menos pra algumas coisas, eu julgo que é essencial. A gente tem medo de que nossa vida caia na mesmice, então quando alguém fala “rotina”, atravessa a rua correndo. Pense bem, quem não tem filho: trocar a fralda do rebento, dar banho, dar comida, botar pra dormir… tem muita coisa na lida dos pais que é pura repetição, e não nos ocorre de reinventar a roda toda vez. Porque no meio disso tudo, tem um monte de surpresas. E querem saber? Até a rotina de cuidar da cria pode dar um puta barato.

2. Como nossos pais

Manja a música, né? Já me peguei com esse sentimento, “bah, como é legal sair com a família de férias, viajar pruma praia, exatamente como fazia com meus pais quando era criança”. Não sei se é só nas férias, mas acho que tem uma vontade aí de querer conservar as coisas boas da nossa infância e da vida em família.

3. Filho se cria desde a barriga

Outro dia conversava com um amigo sobre ser pai e fazer as coisas que antigamente o homem não fazia. Ops, quer dizer, alguns ainda não fazem. Trocar fralda, por exemplo. Ele me disse que trocou algumas fraldas no início, mas que agora quem fazia era a mulher. Aí me dei conta que “bah (2), trocar fralda é uma oportunidade de estar junto!”. E fui mais adiante, “a gente começa a criar uma filha desde que ela está na barriga, dando apoio pra mãe ou falando com a criança em formação”. Então, é perda de tempo pensar que tu só vai te ligar a ela realmente quando estiver falando, grandinha, já entendendo as coisas (já é, mermão! ela já entende tudo — o que importa).

4. Se não fez quando era solteiro, sem filho, faz agora — ou talvez nunca mais

Sabe aquela viagem, aquele vontade de mudar o rumo da vida, mudar de carreira, mudar de cidade? (Essa é parte é meio auto-ajuda. Ah… mas as outras também :P) Quando a gente tem filho, parece que dá mais coragem, no lugar de medo. Não sei se é todo mundo, mas parece que ocorre o seguinte, a gente imagina “o que a minha filha vai pensar, no futuro, se não levar isso adiante?”. Além disso, não botei um ser no mundo pra servir de desculpa pras coisas que não farei, é muito peso pra ele carregar. Então vai lá, faz e leva o bacuri junto.

5. Valendo! A vida já começou

É uma sensação de “agora não tem mais ensaio”. Ensaio é de quando a gente é adolescente e está na casa dos pais, eu suponho. “Quando eu tiver a minha casa, vou fazer desse jeito”. Pós-bacuri as coisas passam a ser menos transitórias, mais definitivas. Escrevi isso há alguns meses: “Pensando bem, nunca teve ensaio. Sempre foi um ensaio aberto, no palco.” Cá estamos, vamos em frente, mesmo errando as falas, a deixa etc.

(Foto: pasukaru76)

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